Nos 35 anos compreendidos entre 1960 e 1994, foi expressivo o desempenho de sua economia, que exibiu crescimento médio anual de 4,7%, muito próximo do brasileiro (5%) e semelhante ao dos países de renda média. Esse crescimento, que acompanhou, de perto, as flutuações da economia brasileira, com a qual a região se viu cada vez mais integrada, foi comandado por processo de industrialização induzida por incentivos fiscais, que produziu modificações importantes em sua estrutura produtiva. Atualmente, pode-se considerar a região Nordeste como relativamente industrializada, já que o produto da indústria corresponde a cerca de 1/3 do PIB e o da indústria de transformação, a cerca de 20% (esses valores são, para o Brasil, 38% e 29%, respectivamente).
Essa boa performance de longo prazo da economia também foi acompanhada de melhorias significativas nos indicadores sociais em geral.
A esperança de vida média ao nascer elevou-se de 44 anos na década de 60 para 60 anos na presente década, e a mortalidade infantil (até 1 ano), de 160/1.000 nascidos vivos em 1960 para os atuais 80/1.000. A participação das pessoas alfabetizadas (de 15 anos ou mais) na população elevou-se, no mesmo período, de menos de 1/3 para quase 2/3. E as pessoas de mais de 20 anos e com mais de 4 anos de escolaridade, de 12% da população nessa faixa etária em 1970 para 30% em 1990. Nesse mesmo período, a disponibilidade domiciliar de abastecimento d'água (com canalização interna) cresceu de 10% para 45% dos domicílios, a de energia elétrica, de 23% para quase 70%. E o percentual de domicílios com rádio elevou-se de 35% para 69%, com televisão, de 6% para 47%, de geladeira, de 9% para 40%.
Algumas tendências sociais, igualmente relevantes, também apresentaram, nas duas últimas décadas, evolução favorável. Entre elas, destaca-se a rápida transição demográfica das últimas duas décadas, com diminuição do crescimento populacional, queda abrupta das taxas de fecundidade, reduções da mortalidade, das emigrações e do tamanho da população rural e elevação no grau de urbanização (hoje superior a 60%). Disso resulta que a população de até 15 anos deverá ficar virtualmente estável (entre 16 e 17 milhões) até o ano 2010 (decrescendo a partir de então) e que o número de idosos somente deverá crescer iapós 2010, sendo que a população em idade ativa (15-64) deverá expandir-se mais celeremente.
Menciona-se, ainda, a grande redução na incidência de pobreza ocorrida na década de 1970 (embora tenha acontecido o oposto nos anos 80) e a diminuição das desigualdades intra-regionais e urbano-rurais de renda (contrabalançada por grande aumento na distribuição interpessoal da renda).