Desde o início da formação do Brasil, o rio São Francisco tem desempenhado importante papel na ocupação do nosso território. Seu descobrimento é atribuído ao genovês Américo Vespúcio, que navegou em sua foz em 04 de outubro de 1501. Como rota de interiorização das Bandeiras nos séculos XVII e XVIII, foi denominado "Rio da Unidade Nacional".
Os primeiros estudos para seu aproveitamento foram elaborados durante o Império, dos quais aqueles realizados por Liais e Halfeld foram os mais importantes, pela abrangência e pelo rigor técnico:
em 1852, o engenheiro francês Emmanuel Liais foi contratado, pelo Imperador Dom Pedro II, para estudar o Rio e as possibilidades de desenvolvimento da navegação, desde as nascentes até Pirapora, observando o curso do rio das Velhas até Guaicuí; um exemplar do seu relatório, denominado Hydrographie du Haut San-Francisco et du Rio das Velhas, datado de 1865, é acervo da biblioteca da CODEVASF; e
em 1855, o engenheiro alemão Henrique Guilherme Fernando Halfeld foi contratado, pelo Governo Imperial, para desenvolver estudos semelhantes, desde a cachoeira de Pirapora até sua foz, no Oceano Atlântico; um exemplar do seu trabalho, denominado Atlas e Relatorio do Rio de São Francisco desde a Cachoeira de Pirapóra até ao Oceano Atlantico, datado de 1860, também é acervo da biblioteca da CODEVASF.
Da mesma forma, a partir de 1948, os esforços da Comissão do Vale do São Francisco, da Superintendência do Vale do São Francisco e da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco, ao longo desses 50 anos, resultaram em expressivo acervo, onde se tem, como marcos referenciais básicos, os seguintes planos regionais:
Plano Geral para o Aproveitamento Econômico do Vale do São Francisco, CVSF, 1950;
Primeiro Plano Qüinqüenal para o Vale do São Francisco, período 1951-1955, CVSF, 1951;
O Rio São Francisco como Via de Navegação, CVSF, 1952;
A Valorização do Vale do São Francisco, CVSF/Missão Francesa, 1957;
Reconhecimento dos Recursos Hidráulicos e de Solos da Bacia do Rio São Francisco, CVSF/SUVALE/SUDENE/BUREC/USAID, 1970;
Levantamento Sócio-Econômico em Áreas do Baixo e Médio São Francisco, SUVALE/ Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, 1972;
Plano de Desenvolvimento Integrado do Vale do São Francisco, SUVALE/Development and Resources Corporation, 1974;
Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado dos Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do São Francisco, CEEIVASF, 1982; e
Plano Diretor para o Desenvolvimento do Vale do São Francisco - PLANVASF, CODEVASF/SUDENE/OEA, 1989.
Das incontáveis obras literárias sobre o São Francisco, três merecem destaque, pela abordagem técnico/desenvolvimentista, cultural/antropológica e histórico/política:
O Rio S. Francisco - Fator Precípuo da Existência do Brasil, Geraldo Rocha, 1940;
O Homem no Vale do São Francisco, Donald Pierson, SUVALE, 1972; e
Memórias do São Francisco, Manoel Novaes, CODEVASF, 1989.